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Saúde de Mogi realiza reunião técnica sobre ações de combate ao mosquito Aedes aegypti

A Secretaria Municipal de Saúde promoveu, nesta sexta-feira, uma reunião da Sala Municipal de Coordenação e Controle para Enfrentamento à Dengue, ao Vírus Chikungunya e ao Vírus Zírus. O objetivo é ampliar as ações de combate e prevenção ao Aedes aegypti diante da disseminação de novas arboviroses em todo o território nacional e a necessidade de controle vetorial permanente.

No encontro, a coordenadora do Núcleo de Prevenção e Controle de Arboviroses, Débora Murakami, explicou que, apesar do número de casos reduzidos, os índices de infestação aumentaram em todo o município. “Precisamos do envolvimento de todos para reduzir esses índices e prepararmos a cidade para o próximo verão. Infelizmente, as pessoas estão se esquecendo da dengue e deixando de tomar os cuidados que precisam ser permanentes”, afirmou.

A Sala Municipal de Coordenação é formada por representantes do Gabinete do Prefeito, Secretarias Municipais de Saúde, Segurança, Verde e Meio Ambiente, Educação, Assistência Social, Serviços Urbanos, Ouvidoria Geral e Coordenadoria Municipal de Comunicação. “São representantes de áreas importantes para novas decisões, deliberações ou parcerias que precisam ser firmadas com objetivo de reduzirmos as infestações do Aedes aegypti na cidade”, explicou a secretária adjunta de Saúde, Rosângela Cunha.

A Secretaria Municipal de Saúde realizou a última Avaliação de Densidade Larvária (ADL) nos meses de janeiro e fevereiro, quando foram visitados 5.941 imóveis. Os resultados geraram o novo Índice Breteau, estudo que permite saber em quais regiões há maior risco de transmissão de dengue, chikungunya, zika e febre amarela.

O novo Índice Breteau de Mogi das Cruzes foi de 2,2 – o Ministério da Saúde considera tolerável índice 1. Em janeiro de 2017, o índice foi de 1,1. Neste ano, o estudo mostrou que as infestações aumentaram em todo o município, especialmente em três regiões: Área 4 (Vila Oliveira, Socorro, Vila Natal, Alto da Boa Vista, Mogi Moderno, Shangai, Centro, Centro Cívico, Caputera, Residencial Real Park e Conjunto Cocuera; Área 2 (Braz Cubas, Jardim Layr, Jardim Aeroporto, Santos Dumont, Parque Olímpico, Vila Brasileira) e Área 3 (Vila Lavínia, Centro, Alto Ipiranga, Pq. Santana, Chácara Jafet, Vila Rei, Vila Rachel, Jardim Ivete, Residencial Rubi, Vila da Prata, Vila Rubens).

Entre as ações propostas para reduzir os índices de infestação estão: reforço das Brigadas; cumprimento de 100 das metas de monitoramento de pontos estratégicos e imóveis especiais; atuação das autoridades sanitárias para cumprimento da legislação sanitária em vigor (eliminação de condições de risco, obrigatoriedade de atuação das brigadas – Lei Municipal 7.281/2017); atuação da sala de coordenação e controle contra o Aedes aegypti, que integra diversos setores da administração municipal a fim de articular estratégicas conjuntas; e ampliação dos trabalhos de Educação em Saúde.

O principal problema discutido pelo grupo foi o fato de que os tipos de recipientes encontrados nas vistorias são materiais armazenados para reaproveitamento (reciclagem), seguidos de inservíveis (lixo), pratinho de plantas e materiais de construção. Esse tipo de material tem sido acumulado cada vez mais nos imóveis residenciais como fonte de renda familiar. O problema exige uma série de ações integradas com diferentes setores da Administração para melhor orientação da população. "A população precisa estar atenta em manter os cuidados em casa para evitar os criadouros", completou Débora. 


Data de Publicação: 27/04/2018

Fonte: Comunicação Prefeitura de Mogi das Cruzes