Hemocentros pedem socorro no interior de São Paulo

 

Hemocentros do interior de São Paulo estão com os estoques de sangue reduzidos. Em Araçatuba, Presidente Prudente, Jaú e São José do Rio Preto, os centros, que atendem mais de 200 municípios, estão recorrendo aos meios de comunicação para pedir doação aos moradores. O objetivo é recuperar os níveis do estoque e evitar que cirurgias eletivas sejam adiadas no início do ano por falta de sangue.

Em Jaú, o estoque do Hemonúcleo Regional está 40% abaixo do nível mínimo. "Nosso estoque é suficiente apenas para um dia", diz o coordenador técnico da unidade, Francisco Martins da Costa Filho. O hemonúcleo de Jaú é responsável pela distribuição de sangue para 11 hospitais de nove municípios da região. "Se a situação continuar como está, vamos ter de suspender cirurgias eletivas em janeiro", disse. A última vez que cirurgias tiveram de ser suspensas por falta de sangue em Jaú foi em julho de 2010, quando os estoques quase zeraram.

No hemocentro da Santa Casa de Presidente Prudente, o estoque de sangue está 50% abaixo do normal. O centro é responsável pelo abastecimento de sangue do SUS nas unidades de saúde de 46 municípios da região. "É uma semana difícil, pois nossos estoques estão muito baixos; precisamos de todos os tipos de sangue", diz a agente captadora Maristela Dutra. "Esperamos que nossos pedidos nos meios de comunicação sejam atendidos para que não precisemos no começo do ano suspender cirurgias", diz.

No hemocentro de Araçatuba, responsável por 42 municípios, o estoque está 15% abaixo do nível de segurança. "Estamos precisando de doadores de todos os tipos, mas a falta maior é dos tipos O negativo e positivo e A negativo. Por isso, estamos fazendo apelos aos doadores na imprensa", diz a agente de captação Aline Durante de Andrade Fernandes. "Temos receio de que possa acontecer um grande acidente e não termos estoque suficiente de sangue", diz.

Responsável pelo abastecimento de sangue de 37 hospitais, o hemocentro de São José do Rio Preto vive um "período crítico", segundo a captadora Luciana Ferreira. O estoque do centro está 15% abaixo do nível de segurança, por isso, malas diretas estão sendo enviadas para os doadores alertando sobre a situação. "Desde antes do Natal estamos indo aos meios de comunicação pedir ajuda, mas esta é a época em que a maioria dos doadores está viajando e os estoques ficam reduzidos", diz.

Um dos maiores hemocentros do País - possui 10 unidades de captação e atende mais de 200 hospitais no Estado-, o Hemocentro do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, não enfrenta problema de estoque de sangue, que está normalizado. O centro, mantido pela Universidade de São Paulo (USP), antecipou a campanha de Natal recolhendo doações no começo de dezembro, que serão suficientes para abastecer o consumo até o começo do ano. "Em janeiro iniciamos a campanha de verão e assim conseguimos suprir o consumo do final do ano", diz a analista de comunicação Andrea Tomas.


Data de Publicação: 29/12/2011

Fonte: Agência Estado