Aguarde...

Saúde

Saúde

09 de Outubro de 2026

Câncer de mama: mulheres jovens também precisam estar atentas aos sinais

Embora cerca de quatro em cada cinco casos de câncer de mama ocorram após os 50 anos, a doença também pode afetar mulheres mais jovens. Entre 2018 e 2023, mais de 108 mil brasileiras com menos de 50 anos receberam o diagnóstico, o equivalente a aproximadamente uma em cada três mulheres diagnosticadas no período, segundo levantamento do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), com base em dados do Painel Oncologia Brasil. O número reforça que a idade, isoladamente, não deve ser usada para descartar alterações nas mamas.


O câncer de mama é o tipo mais incidente entre a população feminina no Brasil depois do câncer de pele não melanoma. Para cada ano do triênio de 2026 a 2028, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 78.610 novos casos da doença no país. Em 2024, foram registradas 20.849 mortes por câncer de mama, de acordo com dados do Instituto.


A falsa percepção de que a doença acomete apenas mulheres mais velhas pode atrasar a busca por atendimento. Em mulheres jovens, alterações nas mamas podem ser atribuídas a oscilações hormonais, ao ciclo menstrual, a cistos ou a outras condições benignas. No entanto, alguns indícios devem ser avaliados.


“A idade é um fator importante para o risco, mas não funciona como uma barreira contra a doença. Quando uma alteração é nova, persiste ou foge do padrão habitual daquela mulher, ela precisa ser investigada, mesmo que a paciente seja jovem. O objetivo não é criar alarme, e sim evitar que uma hipótese seja descartada apenas pela idade”, explica o Dr. Jean Coutinho, médico oncologista do CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”.


Entre os sinais que merecem atenção estão nódulo endurecido, fixo e geralmente indolor; alterações na pele, como retração ou aparência semelhante à casca de laranja; mudanças no formato ou tamanho da mama; retração ou secreção espontânea pelo mamilo; e presença de nódulo na axila.


“É importante que a mulher observe suas mamas e reconheça o que é habitual para ela. O aparecimento de uma alteração que persiste ou que evolui deve motivar a procura por atendimento profissional. Quanto antes a investigação começa, mais rapidamente é possível esclarecer a causa e definir a conduta adequada”, orienta o oncologista.


Outro ponto que pode gerar dúvidas é a diferença entre rastreamento e investigação de sintomas. Para mulheres sem sinais, o rastreamento populacional de rotina segue recomendado pelo INCA entre 50 e 74 anos, a cada dois anos.


Desde setembro de 2025, mulheres entre 40 e 49 anos e acima de 74 anos também podem ter acesso à mamografia no SUS, mesmo sem sintomas, por demanda e mediante decisão compartilhada com o profissional de saúde, após orientação sobre os possíveis riscos e benefícios do exame. Essa possibilidade não significa que mulheres mais jovens devam esperar até essa faixa etária caso apresentem algum sinal. Nesses casos, a avaliação deve considerar a idade, os sintomas, o histórico familiar e outros fatores de risco.


“Rastreamento e investigação de sintomas não são a mesma coisa. O rastreamento é destinado a uma população definida, enquanto uma mulher com uma alteração persistente precisa ser avaliada independentemente da idade. A escolha dos exames deve ser feita de acordo com a história e o exame físico de cada paciente”, afirma Dr. Jean.


O histórico familiar de câncer de mama ou ovário, principalmente em idades jovens, assim como casos de câncer de mama em homens, também deve ser informado ao profissional de saúde. Segundo o INCA, os casos de caráter hereditário correspondem a cerca de 5% a 10% do total. A ausência de histórico familiar, no entanto, não elimina o risco da doença.


Diante de uma mudança persistente, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e encaminhamento, quando necessário. “A principal mensagem do Outubro Rosa é não ignorar o próprio corpo nem concluir, apenas pela idade, que uma alteração não precisa ser investigada.” finaliza o especialista.

Fonte: Comunicação, Marketing e Relacionamento

Saúde Outubro Rosa

Compartilhe essa notícia

SEDE CEJAM

Av. da Liberdade, 765, Liberdade, São Paulo, 01503-001
(11) 3469 - 1818

INSTITUTO CEJAM

Av. da Liberdade, 765, Liberdade, São Paulo, 01503-001
(11) 3469 - 1818

Filiada ao Instituto Brasileiro das

Organizações Sociais de Saúde (IBROSS)

CONTATO

11 3469-1818

Segunda à Sexta - 08 às 17 hs

Acesse aqui nossas redes sociais

 

Revista Tecnico-Cientifica CEJAM Selo Diamante de Ciência Aberta

Diretório Migulim Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - IBICT

Selo de Afiliado

Associação Brasileira de Editores Científicos - ABEC Brasil

Grupos de pesquisa certificados pelo Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil Lattes CNPq

Prevenir é viver com qualidade!

Prevenir é viver com qualidade!

O CEJAM quer ouvir você!
O CEJAM quer ouvir você!
Fechar
Escolha o que deseja fazer...
Informação
Denúncias
Elogio
Reclamação
Solicitação
Sugestão
Escolha uma opção...
Colaborador
Paciente
Ética, Complaice e Governça
Proteção de Dados-DPO
Redirecionando...
Voltar...
Contate a equipe de
Proteção de Dados (DPO) do CEJAM
Clique para enviar um e-mail.