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Saúde

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13 de Fevereiro de 2026

Com a aproximação do Carnaval, infectologista orienta sobre prevenção ao HIV e falhas no uso do preservativo

Foto: Freepik

Fevereiro tradicionalmente concentra alguns dos maiores eventos do calendário nacional e, neste ano, ganha um simbolismo adicional: as comemorações de Carnaval começam no dia 13, data em que também é celebrado o Dia Internacional do Preservativo. O período é marcado por maior circulação de pessoas, viagens e intensificação da vida social, contexto que costuma ampliar o debate sobre prevenção ao HIV e a outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), um desafio que permanece relevante para a saúde pública brasileira.

Festas e blocos de rua fazem parte da cultura do Carnaval e contribuem para esse aumento da convivência social. Nesse cenário, dados do Ministério da Saúde reforçam a necessidade de atenção: o uso do preservativo ainda está abaixo do ideal, especialmente entre os jovens.

Apenas 56,6% dos rapazes entre 15 e 24 anos relataram ter usado camisinha em relações sexuais recentes, um índice que acende o alerta para comportamentos de risco e evidencia a importância de ampliar o acesso à informação, à prevenção combinada e aos serviços de saúde, sobretudo em períodos de maior mobilidade.

Prevenção em períodos de festas

Para o infectologista Dr. José Pozza, responsável pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do Hospital Municipal Evandro Freire, gerenciado pelo CEJAM em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, o Carnaval é um momento estratégico para reforçar orientações de prevenção.

“O preservativo continua sendo a principal forma de proteção contra o HIV e outras ISTs. No entanto, é fundamental que as pessoas saibam como agir quando o uso não acontece da forma correta ou quando ocorre alguma falha”, explica.

E se o preservativo falhar?

Situações como rompimento ou deslizamento do preservativo podem acontecer e exigem resposta rápida. Segundo o especialista, a orientação é procurar uma unidade de saúde o quanto antes, para avaliação do risco.

“Existe uma janela de até 72 horas após a exposição para iniciar a Profilaxia Pós-Exposição, a PEP, tratamento oferecido gratuitamente pelo SUS e que reduz significativamente o risco de infecção pelo HIV quando iniciado precocemente”, afirma Pozza.

PEP e PrEP: estratégias disponíveis no SUS

Além da PEP, o Sistema Único de Saúde disponibiliza a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), indicada para pessoas com maior vulnerabilidade ao HIV. A estratégia integra o conceito de prevenção combinada, que reúne diferentes formas de cuidado, como testagem regular, acompanhamento médico, tratamento oportuno e o uso consistente do preservativo.

O médico reforça que nenhuma dessas estratégias substitui a camisinha. “A PrEP e a PEP são ferramentas muito eficazes contra o HIV, mas o preservativo segue sendo essencial, inclusive para prevenir outras ISTs, como sífilis e hepatites virais, que não são evitadas com medicamentos”, ressalta.

Informação também previne

O especialista lembra ainda que cuidados simples ajudam a reduzir falhas no uso do preservativo, como observar o prazo de validade, armazená-lo corretamente e utilizar lubrificante à base de água, que diminui o risco de rompimento.

“Informação e acesso aos serviços de saúde são partes fundamentais da prevenção. Saber quando e onde buscar atendimento faz toda a diferença para evitar consequências que poderiam ser prevenidas”, conclui Dr. Pozza.

Fonte: Comunicação, Marketing e Relacionamento

Infecções Sexualmente Transmissíveis Saúde Prevenção

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