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24 de Março de 2017

Deficientes enfrentam dificuldades para usar à´nibus em Itapetininga

Cadeirantes e deficientes visuais, em Itapetininga (SP), afirmam que enfrentam dificuldades em usar o transporte coletivo devido à  falta de acessibilidade nos veículos. Segundo eles, a grande parte da frota de ônibus não tem plataformas de acesso aos cadeirantes e que o sistema de orientação aos deficientes visuais não funciona. Em nota, a prefeitura informou que está fazendo a fiscalização e que a empresa Viação Rosa, responsável pelo transporte coletivo de Itapetininga, será notificada. Além disso, o Executivo aguarda que os problemas sejam solucionados o mais rápido possível. Já a empresa Rosa não respondeu aos questionamentos enviados pela reportagem da TV TEM. Aposentado José Emílio espera por horas um ônibus com rampa para cadeira de rodas (Foto: Reprodução/TV TEM) O aposentado José Emídio conta que usa o transporte coletivo diariamente e que, além dos obstáculos, tem que esperar por horas até a chegada de um coletivo que tenha rampa para cadeirantes. (Às 7h30 passa o primeiro ônibus, porém preciso verificar se ele tem a rampa. Quando não tem, tenho que esperar o próximo que passa às 8h50, ou então ir até o terminal), conta. Para chegar até o terminal, José percorre um trajeto de 40 minutos. (E quando já tem um cadeirante tem que esperar o próximo ônibus, pois ele leva só um cadeirante por vez, pois não têm vagas e não tem como ficar no corredor), explica. Uma equipe de reportagem da TV TEM acompanhou José em seu trajeto diário e constatou que até em ônibus com a rampa de acesso ainda existe dificuldade. (Às vezes preciso apertar o botão para descer no ponto e a campainha não funciona. Então, eu preciso pedir aos outros passageiros que avisem o motorista que preciso descer. É uma humilhação, você precisar ir ao médico, pagar contas e sempre ser assim), lamenta o aposentado (Maior dificuldade é saber qual ônibus pegar), conta Rafael Tavares (Foto: Reprodução/TV TEM) A reclamação também é feita por deficientes visuais. Wesley Gamaliel de Almeida é presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (COMDEFI) e conta das dificuldades do deficiente visual em usar o transporte público. (A acessibilidade não é só a implantação de rampa de acesso para cadeirantes, ela compreende também para a pessoa com deficiência visual e auditiva, mobilidade reduzida. Ou seja, todas as deficiências e não é o que acontece hoje. Eu, por exemplo, sou cego e não tenho acessibilidade e autonomia para pegar um ônibus sozinho), afirma. Segundo o paratleta Rafael Tavares, a maior dificuldade dos deficientes visuais é saber qual ônibus esta vindo. Para resolver esse problema um dispositivo para auxiliar deveria ser implantado. (Aqui no terminal recebemos orientação dos fiscais ou passageiros, porém no ponto de ônibus em bairros não tem o fiscal e nem sempre tem passageiro. Então, nós temos que ficar perguntando para os motoristas e nem sempre os motoristas param, mesmo dando sinal. O que falta é um disposto que nos informe qual ônibus está vindo, pois essa é a maior dificuldade de um deficiente visual), conclui.

 

Fonte: G1.com

Deficiente Saúdavel Notícias

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