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15 de Fevereiro de 2017

Sem carro adaptado, autoescolas de Itapetininga não ensinam deficientes

Nenhuma das oito autoescolas de Itapetininga (SP) tem um carro adaptado para pessoas com deficiência física, por isso, quem é deficiente e mora na cidade tem que gastar mais para tentar tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em Sorocaba (SP). É o caso do aposentado Onofre dos Santos, que perdeu o movimento da perna esquerda há 42 anos após cair de um andaime de 28 metros.

 (Fui nas autoescolas e eles contaram que não tem, já fui em todas, todas, e nenhuma faz, só em Sorocaba. O que vai definir quantas vezes eles [pessoas com deficiência] terão que ir para Sorocaba, é o tipo de deficiência e também avaliação do instrutor. Só assim eles  vão poder calcular quanto vão gastar), afirma.

De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), não há nenhuma lei que obrigue as autoescolas atenderem pessoas com deficiência física, e que não há nenhuma restrição para quem precise tirar a carteira em outra cidade.

Uma solução possível para eliminar o problema seria as autoescolas se unirem para dividirem um carro adaptado, que é mais caro que os carros comuns, afirma o dono de autoescola Francisco Barros. Mas ele não apontou algum prazo para essa cooperação.

(É logico que existe a possibilidade de fazer o compartilhamento. Uma autoescola coloca e as outras trabalham em conjunto, inclusive outra cidade próxima pode fazer parte para dividir esse carro adaptado. Essa seria uma solução muito bacana, inteligente e que ajudaria todo mundo), completa.

Surdos
Desde 2016 o Conselho Nacional de Trânsito passou a obrigar que todas as autoescolas tenham profissionais ou um sistema capacitados para a Língua Brasileira de Sinais (Libras). O Detran-SP ainda oferece um aplicativo que faz o papel do interprete sem nenhum custo. A Associação das Autoescolas diz que sem a apresentação deste serviço, o estabelecimento não vai ter o alvará renovado a partir deste ano.

Antes das mudanças o operador de máquina Wagner Pereira dos Santos já teve muita (dor de cabeça) ao tentar tirar a CNH. Em entrevista à Â TV TEM com auxílio da interprete de Libras Flavia Alves, ele conta que em 2007 fez curso teórico, pagou a prova, mas não foi aprovado porque não entendeu nada. A segunda tentativa foi 2011, e novamente não deu certo.

(Eu perdi duas vezes, não consegui tirar a carta de motorista. Eu sofro bastante com isso, fico triste por não ter conseguido, porque paguei e não consegui), lamenta. Porém, o jovem não pensa em desistir agora com as novas regras. (Vou ver se consigo tirar a carta de motorista, só que tem a lei e a gente precisa do interprete lá. Mas vou me esforçar e ver se consigo tirar a carta de motorista), afirma.

Fonte: G1.com

Deficiente Saúdavel Notícias

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