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23 de Fevereiro de 2026
Foto: Freepik
O verão intensifica a exposição solar, o calor e a transpiração, uma combinação que pode favorecer queimaduras, manchas, inflamações e acelerar o envelhecimento da pele.
Segundo as dermatologistas Dra. Ana Carolina Mitri e Dra. Luciana Mazzutti, do AME Carapicuíba, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e gerenciada pelo CEJAM, a soma entre radiação ultravioleta, luz visível, infravermelho e altas temperaturas exige atenção redobrada.
As profissionais explicam que os danos começam com a ação dos dois principais tipos de radiação solar que atingem a pele: UVA e UVB. “O UVA penetra profundamente e está relacionado ao envelhecimento precoce, alergias solares, flacidez, manchas e parte do risco de câncer de pele. Já o UVB provoca queimaduras solares, causa lesões diretas no DNA e aumenta de forma significativa o risco de tumores cutâneos”, afirma a Dra. Ana Carolina.
No entanto, os efeitos não aparecem de uma vez. “O dano é cumulativo. Cada exposição sem proteção gera pequenas lesões que, ao longo do tempo, aumentam o risco de problemas”, completa a Dra. Luciana. Além disso, a radiação estimula radicais livres que degradam o colágeno e a elastina. Por isso, o uso diário de protetor solar é essencial.
Elas destacam que o FPS (Fator de Proteção Solar) ideal varia de acordo com o fototipo, o tempo de exposição e as condições climáticas. Em dias muito quentes, o produto deve ser reaplicado a cada duas horas, especialmente após transpiração intensa, banho de mar ou piscina e uso de toalha.
Como escolher o protetor correto?
Há três tipos principais de protetores. Os físicos são indicados para peles sensíveis. Os químicos têm textura mais leve e uso cotidiano. Os híbridos combinam ambos. Na escolha, é importante observar FPS, PPD (Persistent Pigment Darkening ou Escurecimento Persistente do Pigmento) – proteção de amplo espectro, resistência à água e ao suor – além de proteção contra luz visível e infravermelho.
“Um bom protetor deve ter PPD igual ou superior a um terço do FPS, garantindo proteção equilibrada contra manchas e envelhecimento”, explica a Dra. Ana Carolina.
As dermatologistas também comentam as diferenças na resposta inflamatória entre pele clara e pele negra. A pele negra tem proteção natural equivalente a FPS 13 a 15, enquanto a pele clara praticamente não possui barreira natural. “Isso não significa imunidade aos danos solares”, alerta a Dra. Luciana. Cloro, sal e vento também causam ressecamento e sensibilidade, reforçando a importância dos cuidados adequados.
No verão, calor e suor ainda podem comprometer a barreira cutânea e favorecer acne, dermatite e irritações. As recomendações incluem: limpeza suave, hidratação leve e ativos como ácido hialurônico, glicerina, pantenol e niacinamida. Já o melasma tende a piorar neste contexto, exigindo protetores com FPS acima de 50, PPD elevado e óxidos de ferro.
Entre os erros mais comuns estão usar protetor apenas na praia, não reaplicar, negligenciar a hidratação e recorrer a receitas caseiras em queimaduras. Vermelhidão persistente, bolhas, dor intensa e ardor contínuo são sinais de alerta. “O acompanhamento dermatológico é fundamental não só para tratar danos imediatos, mas para prevenir envelhecimento precoce e câncer de pele”, reforçam as médicas.
Por fim, as especialistas lembram que o verão exige cuidado constante. “Proteger-se adequadamente é a chave para evitar danos acumulados e preservar a saúde ao longo da vida.”
Fonte: Comunicação, Marketing e Relacionamento
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