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10 de Abril de 2026

Apenas 5% das mulheres brasileiras usam LARCs, método contraceptivo que pode transformar o planejamento reprodutivo

Foto: Freepik

A gravidez não planejada ainda é um desafio de saúde pública no Brasil. Para combater essa realidade, um dos métodos mais eficazes são os contraceptivos reversíveis de longa duração, conhecidos como LARCs, incluindo o DIU de cobre, o sistema intrauterino hormonal (SIU) e o implante subdérmico.

De acordo com a Dra. Denise de Azevedo Martins Galvão, ginecologista do Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PAISM) do Instituto CEJAM, apesar da eficácia comprovada, a utilização desses métodos ainda é baixa.

"No Brasil, as barreiras de acesso, somadas à falta de informação segura, fazem com que apenas cerca de 5,4% das mulheres utilizem LARCs, mesmo diante de sua reconhecida eficácia na prevenção da gravidez não planejada”, aponta. O dado consta no Manual de Anticoncepção da FEBRASGO (2022).

No Sistema Único de Saúde (SUS), o DIU de cobre está disponível para toda a população. Já os métodos hormonais, como o SIU e o implante subdérmico, costumam ser ofertados a determinados grupos. “A disponibilização desses métodos hormonais ocorre, em geral, por meio de estratégias voltadas a populações específicas, o que exige justificativas técnicas para sua inclusão e inserção na rede pública de saúde”.

A desinformação também influencia fortemente a escolha contraceptiva. “Entre os principais mitos estão dúvidas sobre a invasividade, se podem ser utilizados por adolescentes ou pessoas que ainda não tiveram filhos, além de receios de ganho de peso, efeitos colaterais diversos ou impactos na fertilidade futura”, detalha a médica.

Na prática, porém, essas opções são seguras, eficazes e reversíveis. Podem ser indicadas para diferentes perfis de pacientes, incluindo adolescentes e pessoas sem filhos, desde que haja avaliação e acompanhamento profissional.

Após a retirada, a capacidade de engravidar retorna rapidamente, sem evidências de impacto permanente na fertilidade. Os possíveis efeitos colaterais variam de acordo com o organismo, e a escolha do contraceptivo deve considerar as necessidades e características individuais de cada paciente.

Segundo a Dra. Denise, essas percepções equivocadas influenciam diretamente o planejamento reprodutivo. “A decisão pelo uso de LARCs pode ser impactada negativamente quando crenças errôneas levam à preferência por métodos contraceptivos de menor eficácia”, completa.

A utilização de contraceptivos seguros também é uma das principais estratégias para ajudar a combater desigualdades. “É fundamental entender que esse cenário não está associado apenas a impactos negativos na saúde materno-fetal, mas também a fatores econômicos e sociais, pois pode reduzir oportunidades de educação e trabalho e, consequentemente, agravar as desigualdades sociais”, enfatiza a Dra. Denise.

Outro ponto que merece atenção é garantir que o acesso aos métodos contraceptivos seja inclusivo. Em 2023, a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo revisou uma nota técnica que ampliou as indicações do SIU hormonal e do implante subdérmico na rede municipal, incluindo também homens transgênero e pessoas transmasculinas.

Essa medida considera a importância de expandir as opções contraceptivas, especialmente entre populações em situação de maior vulnerabilidade.

Nesse contexto, iniciativas como o CEJAM Mulher, eixo do Instituto CEJAM dedicado à saúde feminina, desempenham papel crucial. O projeto tem fortalecido a saúde sexual e reprodutiva por meio da capacitação de profissionais e da ampla divulgação de informações seguras.

“Nosso objetivo é ampliar o acesso à informação qualificada e preparar os profissionais de saúde para orientar a população sobre planejamento reprodutivo de forma segura e baseada em evidências. Quando fortalecemos a capacitação das equipes e aumentamos a disseminação de orientações adequadas, contribuímos para que mais pessoas possam tomar decisões mais conscientes e informadas sobre sua saúde reprodutiva”, afirma Ligiane Santos, Coordenadora Assistencial do CEJAM Mulher.

Fonte: Comunicação, Marketing e Relacionamento

CEJAM Mulher Saúde Instituto CEJAM

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